segunda-feira, 21 de maio de 2007

Abóboda Bureaux

http://www.fotolog.com/antiques/

como
loucas.
as quero
como louças!

empanadas
abalaustrando-se
no lustre

em plena
abóboda
boreal

em cena
só realidades

candidatas
des-váirias
mentem

a
se prontificar

quarta-feira, 16 de maio de 2007

domingo, 13 de maio de 2007

enquanto não vinha a marizé

http://www.fotolog.com/all_photos.html?user=antiques



Se marizé quisesse
que viesse de rodinha
descer carrinhos de rolemãs
e jogar ladeiras abaixo,
descabelas contra o vento
Coisa de maricas mulherzinhas
essas ladeirinhas.

Enquanto ela não vinha
eu roubava romã
na casa de alguma velha branca e gorda,
era condição única
e disso resultava:
romã rosinha, rosia
roseira daninha da vizinha

Em bolinhas de gude?
Sempre dei fim
e fui Rei!

Enquanto não vinha a marizé
corria riscos enormemente
Aquilo sim! riscos que nunca
enquanto tenho me feito de viva
corri.

De morta?
viva, morta.

Enquanto não vinha a marizé
eu tinha pouca coêrencia
uma coisa podia se chamar qualquer coisa
e qualquer coisa a coisa.

Buscava um ser medonho e ofegante
de nariz grande
e de nariz grande.

Chulé era mais fedido:
se o pé estava abrido
E tudo acabava em céu escuro
obrigação de esperar novo dia

As palavras tinha cheiros e sons
coloridas de amarelorosa
e sempre achei essa junção:
cor dos sonhos

As letrinhas todas minúsculas
eram mais criancinhas que as outras

O nome: era maria josé,
tão bom de chamar, implicava no alheio
Alegria fazia a festa
na ira estampada do rosto.

Já hoje tenho em mim tudo aquilo que foi dito
sei que aquilo se chama isso
e isso é aquilo
assim, fixamente. coisa mais boba que já vi.

Invenção sem criatividade nenhuma:
mais dá para repetição.

Agora eu?
coesão, quase que toda
Mas metafóricamente me escapo
iludindo alusões da lógica
e me recuso obstinadamente!
a parecer mais grande do que sou.

É que a marizé?
ainda nem apareceu por aqui
paciência

.

.



(para samantha, minha marizé e todas nossas pequenas tolices de infância)

terça-feira, 8 de maio de 2007

sábado, 5 de maio de 2007

recato

teu recato,
ângela:
é a forma mais contundente,
que a tua obscenidade
ocultou ao mostrar-se..

quinta-feira, 3 de maio de 2007

filha da noite

pasea de dia que la noche es mia. (http://www.fotolog.com/malditanita/)


aguardo querida,
a dignidade
do teu silêncio
que tanto mais agride
quanto menos intenciona


recolha essas tâmaras jogadas
não quero mais ouvir histórias
nem ouvir
gosto mesmo é do teu segredo
aquele que me contas
quando não me dizes


não embarasses a minha vista
com mais palavras
quero apenas lucidez
por companhia
e recolha essas tâmaras.


conte-me histórias
mil e uma
a cada dia
não apenas digas
nem repitas

Invente!


porque é o silêncio
teu e único
que engendra a moralidade
de todo um mundo
me faz querer
existir,
apenas para ouvir-te calar


ao teu lado, confesso:
consigo ser,
verdadeiramente só
e sei que aqui posso
pedir que tu faças,
sem que seja eu, pedinte
e sem que sejas tu,
farsante