http://www.fotolog.com/all_photos.html?user=antiques
Se marizé quisesse
que viesse de rodinha
descer carrinhos de rolemãs
e jogar ladeiras abaixo,
descabelas contra o vento
Coisa de maricas mulherzinhas
essas ladeirinhas.
Enquanto ela não vinha
eu roubava romã
na casa de alguma velha branca e gorda,
era condição única
e disso resultava:
romã rosinha, rosia
roseira daninha da vizinha
Em bolinhas de gude?
Sempre dei fim
e fui Rei!
Enquanto não vinha a marizé
corria riscos enormemente
Aquilo sim! riscos que nunca
enquanto tenho me feito de viva
corri.
De morta?
viva, morta.
Enquanto não vinha a marizé
eu tinha pouca coêrencia
uma coisa podia se chamar qualquer coisa
e qualquer coisa a coisa.
Buscava um ser medonho e ofegante
de nariz grande
e de nariz grande.
Chulé era mais fedido:
se o pé estava abrido
E tudo acabava em céu escuro
obrigação de esperar novo dia
As palavras tinha cheiros e sons
coloridas de amarelorosa
e sempre achei essa junção:
cor dos sonhos
As letrinhas todas minúsculas
eram mais criancinhas que as outras
O nome: era maria josé,
tão bom de chamar, implicava no alheio
Alegria fazia a festa
na ira estampada do rosto.
Já hoje tenho em mim tudo aquilo que foi dito
sei que aquilo se chama isso
e isso é aquilo
assim, fixamente. coisa mais boba que já vi.
Invenção sem criatividade nenhuma:
mais dá para repetição.
Agora eu?
coesão, quase que toda
Mas metafóricamente me escapo
iludindo alusões da lógica
e me recuso obstinadamente!
a parecer mais grande do que sou.
É que a marizé?
ainda nem apareceu por aqui
paciência
.
.
(para samantha, minha marizé e todas nossas pequenas tolices de infância)