quinta-feira, 18 de outubro de 2007

fotografia: http://www.fotolog.com/saraseaside/
Mariinha
foi só quando vi nas suas mãos a sujeira da terra colorindo os cantos das unhas, mal cuidadas, disformes, mãos de criança em jardim. seu olhar pequeno, apertado, suplicante desemprealgo. como se eu fosse sei lá que tipo de santo, desses que você costuma a conversar, implorar para viver sem pecado e perdão pelo que não faz. foi só quando vi o seu deserto, a sua errância, a sua negligência, aquilo que você cismava não ser. quando vi que te desolava esse choro calado, miúdo e entrecortado. até assim choro ralo em ser seu desespero contido. esse seu comum conhecido.como se quisesse assumir a culpa do mundo, como se te pesasse nos ombros as dores ancestrais de tudo. foi só assim que pensei em te amar. Como não consigo te dizer, Miinha, que só te amo porque te falta algo que eu nunca poderei te dar?

Re/velações



Pau- Ferro
(Caesalpinia Ferrea)


Alegria de flores.
À revelia do nome
O Pau- Ferro,
floresce.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

literindo-se (ou derretendo palavras em vãos)



Entendo o que tentas me dizer

equilibrando-se em meio aos ruídos

que saem da tua boca

Quando foi que isto,

finalmente,

veio te marcar efeitos?

Rio de ti quando não estas

e disso não sabes

É quando jorras:

Des

fa

zem-

se

alegorias

.

É quando te sinto mais intenso

Acho-te tão alongado..

com as tuas milhas demoras

Assim, te faço risível,

embora não estejas acostumado a rir

Sei, te suponho

Te consomes nesta crença

E Nada se pode dizer pleno

É o único que te escapas

Esboças um semblante sincero

cada vez que tentas

Disso gosto,

teamo-te.

Quando ruborizas percebes,

que disse a-mais

Porque?

Quando Isto é tão e tudo

Já em ti, nada tem a dizer

Acontece:

Por um momento

breve de tão,

quase que negativo

Acredito que tu possas me dizer;

ipsiliteris

terilipsisi

ilipsisteri

sisterilipi

Na boca dela,

.

em

vão

.

Assim mesmo.

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