
olha, dulce
eu nunca que te disse,
que sabia por onde ia.
me seguir foi apenas
mais,
uma destas tuas idéias
estapafúrdias.
não saber onde eu ia
era menos,
uma das minhas.
a mais sensata,
se é o que você quer saber!
não quer?
tudo bem, não precisa ir assim.
viu, dulce?
dulce..
ando cada vez mais apressada, dulce.
(você ainda está aí?)
tenho constante impressão
que monologo sozinha.
e isso seria mais que o cúmulo
que se pode acumular
tanta redundância, redunda com a gente.
tú não gostas, sei.
e que vontade é essa então,
que te crava na garganta?
sempre pergunta tudo pra tinhá, dulce.
sempre, sempre num aiaiai.
você-aí toda sonsa, toda morna
faz de-lenga para tudo.
escuta:
sempre achei teu corpo-mole.
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