segunda-feira, 3 de setembro de 2007

donde estabas, dulce?

Egon Schiele














olha, dulce

eu nunca que te disse,

que sabia por onde ia.

me seguir foi apenas

mais,

uma destas tuas idéias

estapafúrdias.

não saber onde eu ia

era menos,

uma das minhas.

a mais sensata,

se é o que você quer saber!

não quer?

tudo bem, não precisa ir assim.

viu, dulce?

dulce..


ando cada vez mais apressada, dulce.
(você ainda está aí?)

tenho constante impressão

que monologo sozinha.

e isso seria mais que o cúmulo

que se pode acumular

tanta redundância, redunda com a gente.

tú não gostas, sei.

e que vontade é essa então,
que te crava na garganta?

sempre pergunta tudo pra tinhá, dulce.

sempre, sempre num aiaiai.

você-aí toda sonsa, toda morna

faz de-lenga para tudo.

escuta:

sempre achei teu corpo-mole.

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